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VI - UNIDADE FINAL - O SER HUMANO E O SENTIDO DA EXISTÊNCIA
1 - A BUSCA DE SENTIDO NA EXISTÊNCIA HUMANA
2 - A EXPERIÊNCIA DA FINITUDE COMO ABERTURA PARA UM HORIZONTE DE SENTIDO: NATUREZA, HUMANIDADE, DEUS
Se a ideia chave que suporta todo o esquema programático é o da sua unidade estrutural, este é o momento de integração no qual convergem todos os vectores e percursos que se foram articulando e desenvolvendo ao longo dos dois anos. Não é, pois, uma unidade em que os conteúdos predominem, sendo mesmo a única em que não se apresentam desdobrados. Procura ser o lugar de reflexão e de debate, de abertura e de aprofundamento crítico que afinal justificam a aprendizagem da filosofia.
É esta unidade que, de certo modo, dá sentido ao Programa que do próximo e vivencial, depois de ter progredido por níveis mais teóricos, regressa agora ao existencial. Considera-se, pois, que não deve deixar de ser explorada, mesmo que isso exija ajustamentos do ritmo de desenvolvimento programático, tanto mais que se trata de um tema que de perto implica o aluno e o interpela enquanto construtor de si próprio.
Com base na análise das diversas acepções de «sentido», propedêutica ao esclarecimento dos conceitos de sentido, paradoxo e absurdo, torna-se possível equacionar o problema em termos que apontam ao mesmo tempo para um enfoque vivencial e para uma dimensão teórica. Por um lado, sucessivas rupturas de ordem científica, tecnológica e filosófica, ao perturbar o ser humano na sua estabilidade e segurança, ao pôr em causa o seu lugar no mundo, conduzem-no à busca de novos sentidos; por outro lado, experiências de «menos ser» como o sofrimento, a morte, a solidão, ou de «mais ser» como a solidariedade, o amor, o sentimento de pertença, aparecem impregnadas de sentido. É possível, então, o encaminhamento para a análise de posições teóricas como as filosofias do absurdo, o niilismo ou as diversas formas de optimismo, contemplando ainda a referência a posições filosóficas como o existencialismo ou o personalismo.
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A tematização da consciência da finitude, nas suas múltiplas formas, permitirá uma aproximação à distinção entre o sentido pragmático da vida humana e o sentido incondicionado que, enquanto último, é absoluto.
Contemporaneamente, a desconstrução de referências significativas coexiste com a exigência de instauração de novos horizontes de sentido. A irrupção do religioso sob múltiplas expressões parece traduzir a constância da identificação do horizonte incondicionado com Deus: mas, por outro lado, a relevância do discurso ecológico ou do discurso político-humanitário dos direitos humanos aponta para as novas constelações de sentido.
Seja qual for a forma que assumam, todos se revelam, afinal, como realizações do sentido pleno.
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